Jornadas de Estudo Giorgio Agamben


 O Centro UNESCO do Porto (Rua José Falcão) vai receber, a 8 e 9 de Março, as Jornadas de Estudo sobre Giorgio Agamben, uma organização da SPAE e da ADECAP, com a colaboração de Fundação Engº. António de Almeida.

A entrada é livre.

Carta de Teresa Salema - Presidente da Direcção

A Presidente do P.E.N. Clube Português escreveu à RDP mostrando a sua indignação para com o encerramento do programa de opinião «Este Tempo», que hoje teve a sua última emissão. A rubrica poderá ser ouvida neste link.


À Administração da RDP –Antena 1 
 Av. Marechal Gomes da Costa, nº 37 
 1849-030 Lisboa 

  Exmos. Senhores,

  Em nome dos princípios da Carta do PEN Internacional, fundado em 1921, e do PEN Clube Português, fundado em 1978 (o texto da referida Carta pode ser lido na íntegra no site www.penclubeportugues.org), princípios esses que consignam a defesa da liberdade de expressão, vimos manifestar a nossa profunda apreensão pelo encerramento das emissões do programa de opinião Este Tempo, com o correspondente silenciamento das vozes críticas que nele tinham lugar, nomeadamente o escritor Pedro Rosa Mendes, duas vezes galardoado com o prémio PEN de ficção, em 2000 pelo romance de 1999 Baía dos Tigres e em 2011 pelo romance de 2010 Peregrinação de Emmanuel de Jhesus. 

  O PEN Clube Português reserva-se o direito de transmitir esta mesma preocupação ao PEN Internacional, aos Centros PEN espalhados pelo mundo, num total de 145 em 104 países, bem como aos meios de comunicação social. 

Com os melhores cumprimentos 

Teresa Salema 
Presidente da Direcção

Gonçalo M. Tavares vence Prémio Inês de Castro

O escritor Gonçalo M. Tavares venceu a quinta edição do prémio literário Fundação Inês de Castro, de Coimbra, com o romance “Uma Viagem à Índia”, foi hoje anunciado. O júri do prémio atribuiu ainda um Tributo de Consagração a Fernando Echevarría, 82 anos, pelo conjunto da obra literária. O júri do prémio Fundação Inês de Castro integrou José Carlos Seabra Pereira, Mário Cláudio, Fernando Guimarães, Frederico Lourenço e Pedro Mexia. 

O romance “Uma Viagem à Índia”, editado em 2010, tem por referência “Os Lusíadas”, mas é “uma narrativa de uma viagem contemporânea, no século XXI”, como explicou o autor à agência Lusa quando o livro foi lançado. O escritor receberá o prémio – que inclui uma escultura de João Cutileiro – a 04 de fevereiro na Quinta das Lágrimas, em Coimbra. Nas edições anteriores, foram distinguidos Pedro Tamen, Teolinda Gersão, José Tolentino de Mendonça e Hélia Correia. “Uma Viagem à Índia” já valeu a Gonçalo M. Tavares o Grande Prémio de Romance e Novela da Associação Portuguesa de Escritores e o Prémio Literário Fernando Namora/Estoril Sol, tendo sido ainda finalista do prémio Portugal Telecom de Literatura. Gonçalo M. Tavares nasceu em Angola, em 1970, e já recebeu vários prémios, nomeadamente o Prémio José Saramago 2005 e o Prémio LER/Millennium BCP 2004, ambos para o romance “Jerusalém”.  O escritor publicou no final do ano passado o livro “Short Movies”. 

Fernando Echevarría, nascido em Espanha em 1929 filho de pai português e mãe espanhola, recebeu o Grande Prémio de Poesia da Associação Portuguesa de Escritores 2009 pelo livro “Lugar de Estudo”. 

Fonte:  Público

«Nós e os Clássicos» - Maria João Cantinho fala sobre a Modernidade de Walter Benjamin

Convidamo-lo a estar presente na próxima sessão do Café e Letras –
Nós e os Clássicos
Quinta-feira, dia 26 de Janeiro,às 19H00
Na Livraria Almedina do Atrium Saldanha, em Lisboa sobre:

A MODERNIDADE de WALTER BENJAMIN
Convidada: Maria João Cantinho



Um clássico é um livro que nunca acabou de dizer o que tem a dizer.
Italo Calvino

Moderadora: Filipa Melo

Porquê ler os clássicos? Qual a relação possível entre os grandes livros e as grandes questões da actualidade? O contacto com os grandes textos clássicos pode ser uma aventura mental e afectiva, uma relação viva e transmissível. A prova faz-se uma vez por mês na livraria Almedina do Atrium Saldanha. Em cada sessão de NÓS E OS CLÁSSICOS, com coordenação e moderação da jornalista e escritora Filipa Melo, um leitor especialista fala do seu gosto por um título clássico de ficção ou pensamento, como herança universal sem tempo e motor de mudança do entendimento do homem sobre a realidade e a imaginação. Nas próximas sessões, abordaremos a obra de Fiódor Dostoiévski, Thomas Mann e Lev Tolstoi. À procura de sinais do passado no presente, em análise e em relação com outras leituras e com a experiência de vida de cada um.
NÓS E OS CLÁSSICOS: livros excepcionais apresentados por leitores excepcionais.

Nota Bibliográfica

RUI COSTA (1972-2012)

Nascido no Porto em 1972, Rui Costa formou-se em Direito na Universidade de Coimbra e exerceu advocacia em Londres e em Lisboa durante seis anos. Com queda para a ciência, obteve em 2004 um mestrado em Saúde Pública pela Institute of Health Sciences and Public Health-University of Leeds, e leccionou na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave. A sua estreia poética dá-se em 2005 com "A Nuvem Prateada das Pessoas Graves", que conquistou, nesse ano, o Prémio de Poesia Daniel Faria. Dois anos depois, a sua primeira incursão no romance valeu-lhe o Prémio Albufeira de Literatura 2007, com “A Resistência dos Materiais”, publicado pela Exodus em 2008, a mesma editora para que organizou, no mesmo ano, a “Primeira Antologia de Micro-Ficção Portuguesa”. Publicou ainda, de poesia, “O Pequeno-Almoço de Carla Bruni” (ed. bilingue, Punta Umbría, 2008) e “As Limitações do Amor são Infinita” (2009). Em 2009 encabeçou uma lista alternativa à direcção do PEN Clube Português. Com Margarida Vale de Gato escreveu a peça de teatro “Desliga e Voltar a Ligar”, estreada em 2011. Participou em diversas antologias e publicações em Portugal e no estrangeiro, e traduziu para português jovens poetas espanhóis contemporâneos. De múltiplos talentos, era ainda guitarrista na banda rock Mana Calórica. Encontrava-se desde 2010 a trabalhar numa tese de doutoramento em Ciências da Saúde no Rio de Janeiro, na histórica Fundação Oswaldo Cruz. Poucos dias antes do seu desaparecimento deixou pronto, na Língua Morta, um novo livro de poemas, “Breve Ensaio sobre a Potência”, que não chegou a levantar na editora sediada em Lisboa. No próximo dia 8 de Fevereiro completaria 40 anos de idade.

Rui Lage

Quando as palavras são mais difíceis

Enquanto presidente do PEN Clube Português, cabe-me o doloroso dever de esboçar aqui umas linhas pelo desaparecimento trágico do nosso sócio Rui Costa, um talento promissor que acaba de nos deixar.   
Há cerca de três anos, recebi um telefonema pessoal de quem queria contactar-me devido ao facto de querer integrar uma lista opositora para as eleições que ocorreriam daí a poucas semanas. Falámos muito cordialmente. Disse-lhe que o que sempre mais me preocupou foi a questão kennediana: Pensa no que podes fazer pelo PEN e não no que o PEN pode fazer por ti. Saudei desde logo, e disse-lho, a dinâmica assim iniciada. E quando esta se transformou na “guerra” que alguns media se apressaram a empolar, eu estava fora, na pausa semestral e – como me escreveu há muitos anos a Maria Alzira – na “paz do estudo” das bibliotecas berlinenses. Daí que encarasse o processo, no seu lado mais intempestivo, com a calma de quem sabe que há sempre mais mundos e sobretudo formas de colaborar E que, no dia das eleições e logo a seguir à contagem dos votos, o meu primeiro impulso tenha sido estender-lhe a mão e dizer que contava com ele.

Daí que, ainda, quando a Maria Alzira me falou de uma leitura que estava a fazer de dois romances, dele e do Manuel de Queiroz, eu lhe propusesse moderar uma sessão no âmbito do ciclo “A Cidade e a Escrita”. Foi um sucesso, faz agora dois anos.

Outros melhor do que eu farão exposições fundamentadas da vida e obra do Rui, que talvez por nos ter deixado tão abruptamente (ouso dizer que) ficará connosco com maior persistência. Resta-me, nesta nota sobretudo pessoal mas também no cumprimento do cargo que exerço, recordar uma certa maneira fugidia de estar no mundo, de quem teria muito por revelar – melhor, por ir revelando aos poucos.

T.S.

Lançamento do livro «Para lá das Religiões», de Isabel Allegro de Magalhães

A mais recente obra de Isabel Allegro de Magalhães, «Para lá das Religiões», será lançado no próximo 9 de Fevereiro, no Cinema King, em Lisboa, pelas 18h30.

O livro é editado sob a chancela da Chiado Editora e será apresentado por Yvette K. Centeno.