A cidade e a escrita


Modernidades avessas, ou Quanto Pode a Literatura?

Leitura de Os Passos da Glória, de Manuel de Queiroz, e de A Resistência dos Materiais, de Rui Costa.
Com Maria Alzira Seixo. Moderação de Teresa Salema.
Conversa aberta em português - 25.01.2010, 18.30 horas no
Goethe-Institut Portugal em Lisboa / Biblioteca
Entrada livre +351 218 824 510  info@lissabon.goethe.org

Manuel de Queiroz nasceu no Porto em 1948, é arquitecto em Lisboa, onde reside, sendo autor de numerosos projectos, entre os quais se destacam o Centro Cultural de Lagos, o Herbário do Instituto Superior de Agronomia de Lisboa e o Palácio de Justiça de Arouca, com o qual obteve em 1997 o prémio “A Pedra na Arquitectura”. É desde 1987 consultor do Instituto Português do Livro e das Bibliotecas para a rede nacional de bibliotecas públicas municipais. Entre 1997 e 2001 foi membro da Direcção Executiva do Conselho dos Arquitectos da Europa. Entre 1983 e 2001 foi membro activo de várias direcções da Ordem do Arquitectos, a cuja presidência se candidatou em 2001. Entre 1967 e 1974 publicou com regularidade poemas e contos em diversos jornais e revistas (Suplementos Juvenis do Diário de Lisboa e do República, & etc, Comércio do Funchal, etc.) Em 1969 publicou um livro de poemas intitulado Encontro, Porto, Ed. do autor. Em 2001 publicou o seu primeiro romance, O Dedo na Ferida, editado pela Editorial Caminho, com o qual ganhou em 2002 o Prémio PEN CLUBE para a Primeira Obra. Em 2008, publica o romance "Os Passos da Glória", com edição da Betrand Editora.

A obra “Os Passos da Glória”, Romance biográfico ou biografia ficcional, conta-nos a história aventurosa de Aleixo de Queiroz Ribeiro, Conde de Santa Eulália, um escultor português pouco conhecido do grande público, mas com um percurso profissional e pessoal notável, dividido entre a Europa e a América. Centrada nesta figura culta e cosmopolita, a narrativa visita momentos cruciais da sua vida e obra. Da efervescência finissecular de Paris ao conforto luxuoso da crème de la crème americana, da devoção e empenho artístico dos primeiros anos a um certo dandismo na idade madura, do reconhecimento público à detracção da crítica face às suas obras, da sensibilidade ao pragmatismo, da ambição à desilusão, este romance dramatiza de forma exemplar os conflitos e as contradições de um homem carismático, controverso e mal compreendido, ao mesmo tempo que traça o retrato de uma época tão rica em acontecimentos históricos, como a que vai do ultimatum inglês até à primeira guerra mundial, passando pela queda da monarquia e os pelos primeiros anos da república em Portugal.

Rui Costa nasceu no Porto em 1972. Estudou Direito em Coimbra e foi advogado durante seis anos, em Lisboa e Londres. Concluiu um mestrado em Saúde Pública em Leeds, Inglaterra. Actualmente é professor na Escola Superior de Saúde do Vale do Ave. Em 2005 publicou “A Nuvem Prateada das Pessoas Graves” (Quasi Edições), livro vencedor do Prémio de Poesia Daniel Faria. Em 2007 recebeu, pelo romance “A Resistência dos Materiais”, o Prémio Albufeira de Literatura. Participou em diversas publicações, nomeadamente: “Poema Poema -Antologia de Poesia Portuguesa Actual” (U.Stabile, Huelva, 2006); “A Sophia – Homenagem a Sophia de Mello Breyner Andresen” (Caminho, 2007); “Um Poema para Fiama” (Labirinto, 2007); “Sulscrito – Revista de Literatura” (Arca, 2007).

"Alegoria sobre o poder e a forma como ao poder se resiste", segundo as palavras do autor, A Resistência dos Materiais reuniu o consenso do júri e venceu o Prémio Albufeira de Literatura 2007, organizado pelo município algarvio juntamente com a Associação Portuguesa de Escritores. História de Maria, "uma mulher branca e sem sombra", e de Rafaela, "uma mulher negra e com a sombra mais densa que existe", revela, de acordo com o júri, "uma grande profundidade na análise do carácter humano", tendo-se distinguido de todas as obras a concurso pela originalidade da forma e do conteúdo. Um olhar crítico sobre a sociedade moderna, numa leitura "enriquecedora e marcante", que irá, sem dúvida, surpreender o leitor!

Maria Alzira Seixo nasceu no Barreiro a 29 de Abril de 1941. É Professora Catedrática desde 1979 e docente de Literatura Francesa e Literatura Comparada na Faculdade de Letras da Ensaísta e professora catedrática da Universidade de Lisboa, tem um vasto currículo como investigadora na área de Letras. Fez estudos sobre vários autores portugueses, entre os quais José Saramago e António Lobo Antunes, e é autora de livros, artigos e ensaios. Colabora regularmente em periódicos, como o JL (Jornal de Letras). Em 2002, recebeu o prémio Pen 2001, atribuído a Ensaios, com sua obra "Outros Erros", em ex-aequo com João Barrento, pela sua obra "A Espiral Vertiginosa".

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