Encerramento da Livraria Camões

O encerramento da Livraria Camões, no Rio de Janeiro, ao cabo de 40 anos de uma actividade que se impôs pelos critérios culturais e adequação a um contexto peculiar, constituiria um acto deplorável do decisor político. Com efeito, desconsiderando uma Casa cujos méritos nunca deixaram de ser reconhecidos, designadamente na relação que promove entre os países dos dois lados do Atlântico, atinge-se o valor estratégico que é a difusão da língua e cultura portuguesas, bem como as dimensões simbólicas projectadas pelo Poeta celabrado no nosso Dia Nacional, que sempre encontrou no Brasil alguns dos seus estudiosos e cultores maiores. Portugal não deve nem pode, a nosso ver, prescindir de uma das suas armas de afirmação fundamental, a língua de Camões e quanto nela se exprime, muito para além de juízos conjunturais e da muito duvidosa racionalidade que os incita. 

Manuel Alegre
Maria Teresa Horta
José Manuel Mendes
Almeida Faria
Ana Luisa Amaral
Ana Marques Gastão
António Cândido Franco
António Carlos Cortez
António José Borges
António Osório
Armando Silva Carvalho
Baptista-Bastos
Candido de Oliveira Martins
Casimiro de Brito
Clara Rocha Cristina
Costa Fernando
J.B. Martinho
Fernando Pinto do Amaral
Francisco Duarte Mangas
Gastão Cruz
Helder Macedo
Helena de Vasconcelos
Hélia Correia
Inês Pedrosa
Isabel Pires de Lima
Isabel Ponce de Leão
Jacinto Lucas Pires
Jaime Rocha
João Barrento
João Luís Barreto
Guimarães João de Melo
João Rui de Sousa
José Carlos Seabra Pereira
José Jorge Letria
José Manuel da Costa Esteves
Julieta Monginho
Leonor Xavier
Lídia Jorge
Manuel António Pina
Manuel Gusmão
Manuela Parreira da Silva
Margarida Vale de Gato
Maria Alzira Seixo
Maria Isabel Barreno
Maria João Cantinho
Maria João Reynaud
Maria Luisa Malato
Maria Teresa Dias Furtado
Mário de Carvalho Mário
Cláudio Miguel Real
Nuno Júdice
Patricia Reis
Pedro Tamen
Teresa Salema
Tolentino Mendonça
Urbano Tavares Rodrigues
Valter Hugo Mãe
Vanda Anastácio
Yvette Centeno

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