O escritor suíço-chinês Yang Ling é o vencedor do Prémio Internacional Nonino, um dos mais prestigiados galardões de Literatura em Itália.
Yang Lian, já traduzido em mais de vinte idiomas, é considerado pelos especialistas como uma das
«mais representativas vozes da literatura Chinesa» e
«um dos grandes poetas da nossa era». Nascido na Suíça, cresceu em Pequim durante a Revolução Cultural e, à semelhança de muitos outros da sua geração, foi enviado para os campos de trabalho a fim de receber a sua reeducação maoísta. Foi aí que começou a escrever e, regressado à capital, ajudou a fundar a escola de poesia contemporânea chinesa ‘Misty’, ao lado de nomes como Bei Dao, Gu Cheng ou Duo Duo.
Já na década de 80, os seus poemas começaram a circular dentro e fora da China, fazendo especial furor pela forma como a sua poesia de versos longos encadeava um profundo conhecimento das tradições clássicas chinesas. O seu primeiro poema a ser destacado foi «Nuorilang». Convidado a visitar a Austrália e a Nova Zelândia em 1988, continuou a escrever no exílio e tornou-se numa figura de relevo na área da literatura, da política e da cultura. Desde então, é membro do P.E.N. Clube Internacional e escritor residente das mais diversas instituições e iniciativas literárias.
O seu trabalho tem sido visto como uma simbiose de «MacDiarmid e Rilke com uma espada de Samurai», uma «extensão da linguagem poética ao seu extremo linguístico» ou até como um muito possível vencedor do Prémio Nobel.
Este prolífico autor é actualmente um cidadão neozelandês e vive em Londres com a sua mulher, a também escritora Liu Yo Yo.
Yang Ling faz agora parte de um conjunto onde se incluem nomes tão sonantes quanto Claude Lévi-Strauss, Jorge Amado ou Edward Said.
Os Prémios Nonino são da responsabilidade de alguns dos maiores produtores de grappa da Itália, que os utilizaram inicialmente como uma forma de preservar a língua e a cultura friuliana.
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Confira os vários vencedores do Prémio Nonino:
1984: Jorga Amado (Brasil)
1985: Léopold Sédar Senghor (Senegal)
1986: Claude Lévi-Strauss (França)
1987: Henry Roth (EUA)
1988: Aron Gurevich (Rússia)
1989: Jacques Brosse (França)
1990: Érik Orsenna (França)
1991: Álvaro Mutis (Colômbia)
1992: Zhong Acheng (China)
1993: V.S. Naipaul (Trinidad)
1994: Chinua Achebe (Nigéria)
1995: Jaan Kross (Estónia)
1996: Edward W. Saïd (EUA)
1997: Yaşar Kemal (Turquia)
1998: Amin Maalouf (Líbano)
1999: Adonis (Síria)
2000: Hugo Claus (Bélgica)
2001: Ngũgĩ wa Thiong'o (Quénia)
2002: Norman Manea (Roménia)
2003: John Banville (Irlanda)
2004: Tomas Tranströmer (Suécia)
2005: Mo Yan (China)
2006: Setouchi Harumi (Japão)
2007: Harry Mulisch (Holanda)
2008: William Trevor (Irlanda)
2009: Chimamanda Ngozi-Adichie (Nigéria)
2010: Siegfried Lenz (Alemanha)
2011: Javier Marias (Espanha)